terça-feira, 24 de janeiro de 2012

GG também existe!

Quando vi este editorial ainda era fresquinho, agora alguns blogs já tocaram no assunto mas mesmo assim, torno a repetir. Enquanto não nos conscientizarmos em certos assuntos, é necessário bater na mesma tecla. 
Foi neste ritmo que a revista americana Plus Model Magazine resolveu começar o ano com um editorial que questiona a insatisfação das mulheres em relação ao corpo das modelos. O motivo? O que a gente está cansada de falar! Não queremos mais ser representadas por "curvas" que estão distante dos padrões reais. Ainda mais que, boa parte de quem pertence a este tipo de estética, está abaixo do IMC (Índice de massa corporal). Ou seja, são anoréxicas. 
O mais interessante que achei na matéria não foi só o questionamento, e sim quando falam que "se continuarmos a ignorar e depender dos outros para decidir o que queremos ver, a mudança nunca vai acontecer. Temos que ser vocal e pró-ativa, paciente e realista". Pura verdade!
É visto o grande número de reclamações de mulheres que usam tamanho G ou acima, só que pouca coisa foi feita, principalmente aqui, no Brasil. A exemplo disso tem este post da Ana do HVAO.
Estas duas últimas fotos mostram a diferença entre o manequim magro encontrado na Moda e o corpo da modelo Plus Size.
Uma coisa é fato: não adianta reclamar mais, é necessário uma atitude! Cobranças estéticas são muito sérias no mundo feminino, causam baixo estima e servem de estopim para doenças como bulimia, anorexia e depressão. Semana passada teve um documentário no GNT com a Lily Allen, onde a própria afirmava ter emagrecido devido a transtornos alimentares. E que após ter emagrecido, todos elogiavam a sua nova figura. 
Não se esqueça que o comércio vive da clientela, portanto, comece a fazer suas reivindicações. A própria revista oferece dicas para isto:
- Apoie empresas que comercializam para você.
- Utilize sites de redes sociais e e-mail para que se manifeste sobre as roupas, opções e o uso de modelos.
- Seu dinheiro conta! Se você parar de comprar na "Loja A"e deixá-los saber que não comprará roupas até que eles se adaptem, isso vai causar preocupação.
- Use cada oportunidade que tenha disponível para que sua voz seja ouvida.
- Designers independentes precisam do seu apoio.

Espero que sirva de incentivo. Como as pessoas vão saber que você não gosta de algo se fica calado, né?

9 comentários:

(¯`·._.·[***Celina***]·._.·´¯) disse...

Hummm, gostei do post Lauren, disse tudo. Eu já enviei diversos recados pra algumas marcas via twitter reclamando das opções de numerações das roupas.
Adooorei essas imagens que vc selecionou.
Ah! na exposição do SPFW me lembrei de vc, falei pro meu filho: a Laurem ia gostar de ver. Fiz um post, não sei se vc já viu: http://www.luxoseluxos.com.br/2012/01/luxos-e-luxos-na-spfw-inverno-2012.html
BjoBjo;)
Celina Alves
Luxos e Luxos

Eneida Freire disse...

Ótimo!
Apoio!
E a consciência tem que partir das próprias mulheres que possuem auto estima muito baixa e corroboram com a situação.
E quando a gente vai comprar um roupa G e a pessoa quer te vender P?!
É que a maioria se sente melhor sabendo que está usando P!
E daí a letra da etiqueta?
A roupa tem é que vestir bem e a gente se sentir bem!
Eu prego sempre o respeito à diversidade.
Adorei o post!
Beijo!

http://tengavolantes.blogspot.com
http://tengadocumentacion.blogspot.com

Becks disse...

Discordo 100%. Modelo é feita pra mostrar a roupa, pra ser cabide, nem 10% delas tem anorexia, elas TEM QUE SER magrissimas, eu não quero ver minhas criações disputando espaço com banha, celulite... Eu quero q minhas criações representem sonhos, "eu quero ser linda que nem essa modelo vestindo isso"...

e outra, eu já tomei vergonha na cara e to diminuindo meu manequim, pq vestir P e achar roupa em qualquer loja é mto mais legal q ficar protestando por manequins maiores...

Andy Santana disse...

Sabe o que eu tenho a dizer?
MARAVILHOSO o seu post,
adorei!! parabéns.
beijos e lindas as fotos.

Mari disse...

(...)"boa parte de quem pertence a este tipo de estética, está abaixo do IMC (Índice de massa corporal). Ou seja, são anoréxicas."

Eu sempre concordo que tem que haver uma disponibilidade maior de tamanhos de roupas. Até acho estranho esse conceito de plus size, pq eu não chamaria as modelos plus size de gordas. É um tamanho que parece normal.

Mas me incomoda esse preconceito às avessas, onde você é muito magra = anoréxica. A frase que postei acima é exatamente isso. Meu IMC é abaixo da média, mas acabei de almoçar um pratão de feijoada e a noite vou pra academia ver se engordo fazendo musculação. Existem magras naturais também, não só anoréxicas.

Eu não vejo o fato das modelos serem magras um problema em si. Num mundo ideal, as modelos seriam essas magras naturais e o resto das pessoas, que tem seus próprios corpos, também bonitos e válidos, não se sentiria forçada a se encaixar neste padrão. Até porque existiriam roupas bonitas disponíveis pra todos os tamanhos. Mas infelizmente isso não acontece, por isso alguma movimentação é necessária.

O certo seria as confecções fornecerem tanto as numerações maiores qto as menores, porque todos os corpos são válidos e podem ser saudáveis. A gente tem que ir atrás de mudar o corpo se está incomodando e/ou não saudável, não pra caber em roupa.

E engana-se quem fez o comentário acima e acha que "vestir P e achar roupa em qualquer loja é mto mais legal". Quando vc vai numa loja, pede o menor tamanho e ele cai ou fica parecendo q vc está vestindo um saco de batata, por mais que tenha entrado, não, a roupa não serviu. O sistema de numeração aqui é todo errado, vc pode vestir P, mas NÃO VAI achar roupa em qq loja.

naomemandeflores disse...

Acho que, mais do que protestar pelo uso de imagens de modelos ultra-magras, cada um tem que aprender a gostar do próprio corpo. Isso é essencial. Porque não adianta nada achar um absurdo a modelo ser magra, mas, no fundo, querer ser igualzinho a ela.


Camila Faria

Guga Fernandes-Mídias Socias disse...

Amei, muito bom o post.
Parabéns pelo blog, aproveite e faça uma visita lá no blog MEU ESTILO GUGA FERNANDES e fique por dentro de todas as dicas de moda e beleza que rola por lá e os looks mais discolado no look do dia.
www.meuestilogugafernandes.com.br
Beijos, espero sua visita.

Moda de Subculturas disse...

Eu acho sinceramente que todas as mulheres insatisfeitas deveriam contatar as marcas e exigir delas tamanhos maiores.

Históricamente quando há excesso de alimentos, a magreza é valorizada; quando há a falta de alimentos, a gordura é valorizada. Desde os anos 60 vivemos uma era de desperdício, onde a população mundial foi engordando com o acesso fácil e barato de alimentos.
Históricamente, corpos magros e atléticos sempre foram valorizados, exceto na Idade Média, quando houveram séculos de fome.

Os designers não usam modelos magras apenas porque a roupa "cai melhor" mas também pela extrema economia de tecido que produzir roupas pequenas proporciona. Ter um lucro imenso em cima do que foi vendido. Infelizmente dependemos de petróleo, com petróleo se faz tecido e de tecido fazem-se as roupas.
Fora que, os maiores designers são homens eles nunca tiveram e nunca terão um corpo feminino pra saber como é que funcionam as coisas na realidade.

Como eu comentei com vc no FB, não creio que o IMC seja referência, pois, minha própria mãe, que é nutricionista, diz que aquela tabela está ultrapassada. O modo de vida mudou, os corpos mudaram. Imagina, eu sou abaixo do IMC e não sou anoréxica, eu me alimento normalmente. Anorexia não é a magreza em si (como os quadros do FB insistem em dizer), anorexia é evitar de ingerir alimentos por medo de engordar e ter uma visão irreal de seu corpo. A pessoa se torna magra. Mas não significa que todas as magras tenham essa doença.
Por isso falei que aquelas fotos
compartilhadas são mal feitas, por mais que tenham "boa intenção", reduzem à magreza à anorexia. E isso também é proliferar um pensamento equivocado pra milhares de zumbis virtuais. Quem me garante que Marilyn não fazia dieta pra não engordar? Marilyn usava 42, mas na época dela não havia uma epidemia de obesidade. E veja as modelos dos anos 50 do Dior: tão esqueléticas quanto às de hoje.

E o que não concordei na matéria original dessa revista plus é que a modelo da foto usa 42.
Como pode?? 42 NUNCA deveria ser considerado plus, é uma medida pequena ainda!
Então, a propria indústria plus usa modelos "pequenas" e enche a boca pra falar mal das magras.

Eu trabalhei com desfiles de modelos magras e plus. Quando a roupa é feita pro corpo certo, ela cai bem não importa o peso! Particularmente, acho sim que mulheres magras vestem melhor qualquer roupa. Mas será que não é porque não existem muitas obções de roupas bem feitas pra obesas?
Modelos são cabides de roupas (independente do tamanho delas) e sempre vão ser, e é por isso que se chamam "modelos", porque é um exemplo de como a roupa ficaria em um corpo.

Realmente vestir P não significa que uma roupa cairá bem em você. O que vai fazer uma roupa cair bem em você é a modelagem.

E quem explica aquele bando de homem reunido assistindo e babando pro desfile das magrelas da Victoria Secrets? Ou seja... esse lance da magreza feminina também tem a ver com a atração sexual. É tudo muito complexo sociologicamente falando.

Tem que haver uma atitude partindo das consumidoras plus, a abundância de alimentos está aí, as epidemias de obesidade também, isso não vai acabar de um dia pro outro, então, está na hora de exigirem roupas pra seu tamanho, pararem de falar mal das magras, terem mais auto estima e sermos todos felizes e tolerantes com as diferenças!

Dhy Saturnine disse...

Eu vi estas fotos em algum outro blog que não lembro rs, realmente a idéia é muito boa, me preocupa se a massa vai aderir, infelizmente a grande maioria vive nesse mundo ilusório de "queria ser assim como a fulana" e ficam idolatrando esse tipo de padrão. Existem alguma poucas campanhas de empresas sobre a beleza individual, infelizmente elas não tem a atenção e efeito que deveriam :-((
Bjinhos!!